Glenda Haas, azeitóloga e diretora da Lagar H, esclarece dúvidas comuns sobre consumo, sabor e qualidade do ingrediente
Presente em diferentes preparos, o azeite extravirgem ainda é cercado por dúvidas sobre a melhor forma de consumir e avaliar o produto. Pode levar ao fogo? A cor indica qualidade? Amargor e picância são sinais ruins?
Glenda Haas, azeitóloga e diretora da Lagar H, marca brasileira de azeites extravirgens produzidos em Cachoeira do Sul (RS), esclarece alguns mitos e verdades sobre o ingrediente:
Azeite extravirgem pode ir ao fogo: VERDADE
O extravirgem pode ser utilizado em refogados, assados, grelhados e até frituras. Segundo o International Olive Council, o azeite apresenta boa estabilidade quando aquecido e seu ponto de fumaça pode chegar a cerca de 210°C. Quando usado na finalização, seus aromas e sabores apenas tendem a ser percebidos com mais intensidade.
Quanto mais verde, melhor o azeite: MITO
A cor não determina a qualidade e pode variar de acordo com fatores como a variedade e o estágio de maturação das azeitonas. Em avaliações profissionais, inclusive, são utilizados copos escuros para evitar que a tonalidade influencie a percepção dos degustadores.
Amargor e picância podem ser características positivas: VERDADE
Essas sensações fazem parte dos atributos considerados na análise sensorial de azeites extravirgens. Isso não significa que quanto mais intenso, melhor. Diferentes variedades de azeitona dão origem a perfis que podem ser mais suaves ou mais marcantes.
Azeites importados são sempre melhores que os brasileiros: MITO
A origem geográfica, sozinha, não determina a qualidade do produto. Matéria-prima, momento da colheita, rapidez na extração e conservação também interferem no resultado. No caso da Lagar H, ter olival e lagar próprios permite que as azeitonas sejam extraídas pouco depois da colheita, contribuindo para que os azeites cheguem ao consumidor frescos. A produção brasileira também vem conquistando reconhecimento internacional: em 2026, o Lagar H Koroneiki venceu a categoria Southern Hemisphere do Leone d’Oro International, enquanto o Arbequina entrou no TOP 20 do Hemisfério Sul do EVOOLEUM.
Frescor faz diferença no azeite: VERDADE
Ao contrário de produtos que podem ganhar características com o envelhecimento, o azeite deve ser consumido enquanto mantém seus aromas e sabores preservados. Com o passar do tempo e a exposição ao oxigênio, à luz e ao calor, essas características podem diminuir.
Com olival e lagar próprios, a Lagar H acompanha a produção do cultivo ao envase e realiza a extração das azeitonas pouco depois da colheita. A marca soma atualmente mais de 90 premiações nacionais e internacionais e recebeu 95 pontos no Guia Flos Olei, que reúne 500 das melhores produções de azeite do mundo.
Sobre Lagar H
A Lagar H é uma marca brasileira de azeites extravirgens que nasceu com a proposta de mostrar que existe um novo jeito de fazer azeite, incentivando o consumo e o conhecimento sobre o verdadeiro azeite de oliva extravirgem e promovendo escolhas mais conscientes, saudáveis e saborosas. O nome da marca reflete essa essência: lagar é o local onde ocorre a extração do azeite, etapa fundamental para garantir a qualidade do produto, enquanto a letra H faz referência ao sobrenome Haas, família fundadora do projeto. Com sede no Rio Grande do Sul, a Lagar H já conquistou mais de 90 premiações nacionais e internacionais em cinco anos e se destaca pelo compromisso com qualidade, transparência e sustentabilidade. A marca é considerada a fábrica de azeites mais sustentável da América Latina, e uma das mais responsáveis do mundo, com certificações como LEED Gold e Sistema B, além de ser a primeira marca de azeite do mundo a ser considerada carbono negativo. Seu portfólio reúne diferentes expressões do azeite extravirgem, que vão de edições limitadas e rótulos premium a produtos pensados para o consumo cotidiano, sempre com o mesmo compromisso com frescor, origem e qualidade.